Pelo menos 700 jovens cristãs são estupradas e forçadas a se casar sob um regime islâmico no Paquistão a cada ano, segundo informou a ONG Movimento de Solidariedade e Paz.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POST

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Paquistaneses protestam contra a negligência da justiça diante dos casos de estupro. (Foto: english.alarabiya)

O pai de uma adolescente cristã de 16 anos de idade, que foi abusada sexualmente por invasores muçulmanos em Sheikhupura, Punjab (Paquistão), disse que ele não vê esperança em sua busca pela justiça no caso de sua filha, criticando o sistema judicial do país.

“Obviamente, a polícia não irá prendê-los”, disse Nasar Masih sobre os estupradores de sua filha, de acordo com a associação ‘Christians in Pakistan’.

Segundo relatos de Masih, sua filha Sonia foi violentada por Muhammad Iqrar, de 23 anos e seus cúmplices, no dia 7 de julho. O pai conseguiu entrar na casa de Iqrar, depois de ouvir os gritos de sua filha. Os agressores conseguiram fugir do local do crime.

“Eu estava em casa quando o incidente ocorreu. Sonia tentou se livrar e gritou por socorro, mas não conseguíamos ouví-la direito com as portas fechadas”, contou Masih.

“No entanto, assim que nós ouvimos seus gritos, nós nos apressamos e invadimos a casa de Iqrar. Ao nos ver, Iqrar fugiu do local, deixando Sonia em uma situação crítica”, acrescentou.

O pai da moça teme que os atacantes muçulmanos tenham o apoio da liderança política local e previu que, mesmo se a polícia finalmente agir, os culpados ainda serão beneficiados de alguma forma.

Grupos de vigilância sobre a perseguição religiosa, como a organização ‘International Christian Concern’ (ICC), também alertou em um comunicado na última quinta-feira (28), que as autoridades paquistanesas “sem dúvida, são permissivas ao estupro”.

“Há muitos os casos de perseguição de cristãos nas mãos dos muçulmanos no Paquistão, com pouca reação ou justiça por parte das autoridades”, acrescentou a ICC.

O pai reiterou que, apesar de protestos de cristãos paquistaneses sobre o caso, ele não “tem muita esperança de que se faça justiça”.

“Até mesmo os relatórios forenses podem sofrer interferência e como Iqrar não está preso agora, ele estará livre para nos perseguir, já que a sua casa é tão perto da nossa”, acrescentou Masih, alertando que a polícia poderia até tentar forjar uma história de que sua filha e Iqrar estariam em um ‘relacionamento amoroso’.

Pelo menos 700 jovens cristãs são estupradas e forçadas a se casar sob um regime islâmico no Paquistão a cada ano, segundo informou a ONG Movimento de Solidariedade e Paz. (Foto: Reuters)

 

Violação dos Direitos Humanos
Outros grupos, incluindo Associação Cristã Britânico-paquistanesa (BPCA), também relataram vários casos este ano de meninas cristãs sendo sequestradas e forçadas a casamentos islâmicos.

No início de julho, a BPCA disse que uma menina de 14 anos de idade, de Shadab Colony, em Faisalabad (Paquistão) teve este destino, depois do qual seu pai foi morto a tiros, quando tentou resgatá-la.

Najma Bibi, mãe da adolescente, disse à BPCA que ela está em busca de justiça, tanto para sua filha sequestrada, quanto para a morte de seu marido.

“A polícia paquistanesa não fez nada de substancial para ajudar a minha filha, que agora não têm dinheiro para defender os nossos direitos e sem o meu marido, não tenho voz. Vivemos em uma situação desesperadora, precisamos de ajuda. Oro para que minha filha continue a colocar a sua esperança em Jesus Cristo”, disse Bibi.

Pelo menos 700 jovens cristãs são estupradas e forçadas a se casar sob um regime islâmico a cada ano, segundo informou a ONG Movimento de Solidariedade e Paz em suas estatísticas de 2014. Apesar dos dados, a BPCA argumentou que o número é “extremamente conservador” – considerando que há muitos casos negligenciados pelas autoridades.

 

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