Um homem armado – possivelmente um terrorista – matou mais de 80 pessoas e feriu centenas, enquanto dirigia um caminhão pesado em alta velocidade, em Nice (França). O Estado Islâmico “celebrou o ataque”.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO DAILY MAIL

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Um funcionário do governo local disse que armas e granadas foram encontradas no interior do caminhão de 25 toneladas. (Foto: Daily Mail)

“Você vai se juntar a mim em oração pelas famílias enlutadas, bem como pelas mais de 50 pessoas feridas?”. A convocação feita pelo pastor Franklin Graham em sua página do Facebook, veio após o violento atentado que ocorreu em Riviera de Nice (França), na noite da última quinta-feira (14), matando cerca de 80 pessoas e deixando pelo 18 gravemente feridas.

Um homem armado – possivelmente um terrorista – matou e feriu suas vítimas, enquanto ele dirigia um caminhão pesado em alta velocidade em meio a uma multidão que assistia à queima de fogos de artifício Dia da Queda da Bastilha.

A suspeita de que o ato tenha sido de terrorismo ganhou ainda mais força depois que o Estado Islâmico “celebrou” o massacre desta quinta-feira.

O ministro do Interior Bernard Cazeneuve disse que 80 pessoas morreram e 18 estavam em estado crítico. Muitos outros ficaram feridos no ataque ao longo da conhecida orla de Promenade des Anglais, enquanto os fogos de artifício terminavam de queimar, logo após às 22:30 (horário local).

O motorista também abriu fogo antes que a polícia o matasse a tiros.

Homem senta-se em silêncio e aperta as mãos próximo a um dos mortos no terceiro grande ataque terrorista da França em 18 meses (Foto: Daily Mail)

Em um discurso antes do amanhecer à nação, o presidente François Hollande disse que estava ligando para reservistas militares e policiais para aliviar as forças desgastadas por um estado de oito meses de emergência, iniciado após o grupo terrorista Estado Islâmico ter matado 130 pessoas em Paris. O estado de emergência foi prorrogado por três meses.

“A França está repleta de tristeza por causa desta nova tragédia”, disse Hollande, notando que várias crianças estavam entre os mortos, no que ele disse que “não tinha dúvidas: foi um ato de terrorismo”.

Ele chamou o massacre, que aconteceu enquanto a França celebrava o aniversário da Queda da Bastilha (1789) como “um ataque à liberdade do país, promovido por fanáticos que desprezavam os direitos humanos”.

A França, no entanto, deve continuar as operações militares na Síria e no Iraque.

Uma cena de horror
Vídeos com imagens de momentos logo após o ataque mostram cenas chocantes, de homens e mulheres que se recusavam a deixar os corpos de seus entes queridos, enquanto os mortos permaneciam espalhados pelo famosa ‘Promenade des Anglais’.

Investigadores anti-terrorismo estavam procurando identificar o motorista. Um funcionário do governo local disse que armas e granadas foram encontradas no interior do caminhão de 25 toneladas.

Autoridades disseram ainda que centenas foram feridos, enquanto o motorista corria com o veículo pela orla, atropelando os que estavam no local da festa.

A declaração do presidente francês Hollande ganhou o apoio do pastor Franklin Graham, que reforçou a necessidade de um combate implacável contra o terrorismo.

“François Hollande disse: ‘Todos da França estão sob ameaça do terrorismo islâmico’. E ele está certo. Precisamos fazer tudo que pudermos para lutar contra esses ataques”, disse o evangelista, presidente da Associação Evangelística Billy Graham.
Tensão constante
Apenas quatro meses atrás, extremistas islâmicos belgas, também ligados aos terroristas que promoveram um tenebroso ataque em Paris, mataram 32 pessoas em Bruxelas.

Ataques com veículos têm sido usados ​​por membros isolados de grupos terroristas nos últimos anos em Israel e na Europa, embora nunca tenham surtido um efeito tão devastador.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em um comunicado: “Em nome do povo americano, condeno nos termos mais fortes, o que parece ser um ataque terrorista horrível em Nice, França, que matou e feriu dezenas de civis inocentes”.

 

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