As regras continuam sendo seguidas: ninguém pode sair às ruas no período de 20h às 5h da manhã; essas medidas de prevenção, porém, trouxeram algumas consequências

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Pela quinta vez, o governo da Tunísia declarou que continua em estado de emergência, desde novembro de 2015, logo após ataques violentos do Estado Islâmico. A liderança do país praticamente travou uma “guerra contra o terrorismo”. Há milhares de soldados tunisianos defendendo as fronteiras, com o apoio das forças armadas do Iraque, Síria e Líbia. De acordo com alguns relatórios da Reuters, os militantes planejam outro ataque em Sousse, cidade turística que já teve um confronto em um de seus hotéis, em 2015, ocasião em que 55 pessoas morreram.

A extensão do estado de emergência parece ser necessária e também justificada. As regras continuam sendo seguidas: ninguém pode sair às ruas no período de 20h às 5h da manhã. Essas medidas de prevenção, porém, trouxeram algumas consequências. O turismo foi prejudicado e a economia tunisiana teve uma forte queda. Para os cristãos, foi necessário suspender os cultos noturnos, mas eles se organizaram em reuniões domésticas para o fortalecimento da fé e manter a igreja de pé, apesar das dificuldades.

O toque de recolher em todo o território nacional é o que menos preocupa os seguidores de Cristo, que costumam enfrentar as provações com fé inabalável. “Eu sei que Deus não esquece o seu povo e ele não abandona a sua igreja. Precisamos suportar, porque Deus nos criou para viver na eternidade. A Bíblia nos diz para amar os nossos inimigos, então nós temos que espalhar o amor. Nós conhecemos a mentalidade das pessoas daqui, então nós somos os mais indicados para oferecer o amor de Jesus a elas”, disse um cristão tunisiano perseguido.

FontePortasAbertas

 

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