Festival da Família na verdade é uma demonstração de força militar anti-Israel 

FonteGospelPrime

por Jarbas Aragão

Desfile na Palestina mostra “crianças terroristas”

O braço militar da Jihad Islâmica, conhecido como Brigadas Al-Quds, realizaram uma espécie de parada militar no dia 28 de julho na cidade de Gaza. O evento oficialmente homenageava os jihadistas mortos durante a guerra promovida pelo Hamas em 2014 contra Israel. Contudo, era clara sua estratégia de usar a data para desfilar os novos armamentos da facção terrorista palestina.

O nome do evento é “Festival da Família: Laços de Sangue”, onde desfilaram centenas de soldados fortemente armadas e com os rostos cobertos. As imagens mais chocantes são das crianças treinadas a odiar os judeus praticamente desde que nascem. Muitas delas estavam vestidas como terroristas, carregando armas de verdade e até gritando palavras de ordem.

Essa tática é recorrente no Oriente Médio, onde a meninos e meninas são ensinadas táticas de guerra nas escolas. Dois meses atrás, um programa de televisão mostrou o “Festival Palestino para Crianças e pela Educação”, evento patrocinado por várias ONGs internacionais que dizem fazer investimentos na área educacional.

Ofir Gendelman, porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comparou a atitude aos vídeos de recrutamento do Estado islâmico. “Se eles fazem isso em peças da escola não é de admirar que seus filhos façam ataques reais quando forem mais velhos”, disparou.

Desfile de mísseis

Desfile de mísseis

Armamentos vindos do Irã

O site palestino de notícias Al Watan cobriu o desfile e mostrou que o grande destaque foi um novo foguete de longo alcance.

O míssil M-302, capaz de atingir alvos a até 150 quilômetros de distância, é o mesmo tipo que foi confiscado por Israel quando sua marinha interceptou o navio KLOS-C em 2014. De acordo com as autoridades israelenses, faziam parte de um carregamento de armas contrabandeadas do Irã para Gaza, através do Sudão.

Conforme relatado pelo site judeu Algemeiner não há muitos detalhes sobre as capacidades exatas do novo armamento dos palestinos, mas deixou claro que a Faixa de Gaza está em clima de guerra.

Mês passado, o embaixador de Israel nas Nações Unidas advertiu que a proliferação de mísseis apontados para Israel está fora de controle. Dez anos atrás, o Hezbollah tinha 7.000, hoje o total é de 120 mil.

O número é superior ao que possuem todos os aliados europeus da OTAN combinados. O vice-comandante da Guarda Revolucionária do Irã, general Hossein Salami, confirmou os números em discurso recente.

“Só no Líbano, há 100.000 mísseis prontos para serem disparados”, afirmou. Assegurou ainda que existem dezenas de milhares de mísseis de longo alcance que poderiam ser lançados de territórios islâmicos contra o “território ocupado” de Israel.

O fim das sanções econômicas contra o Irã, promovidas pelo acordo nuclear proposto pelo governo Obama possibilitou que bilhões fossem injetados na economia do país. Apesar de negarem, a multiplicação dos armamentos visto no desfile palestino e o financiamento de grupos terroristas como o Hezbollah mostra que Teerã está por trás dessas investidas contra Israel.

A ideia de um exército infantil também encontra inspiração na história iraniana, sobretudo durante a década de 1980 quando usaram dessa estratégia na guerra com o Iraque.

 

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