Kuluseni Iguru Tenywa foi expulso de sua casa pelos próprios familiares, que não aceitaram sua conversão ao cristianismo. Seus parentes chegaram a tentar lançar feitiços sobre ele, mas hoje ele relata o livramento.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO MORNING STAR NEWS

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Cerca de 85% das pessoas em Uganda são cristãos e 11% são muçulmanas, com algumas áreas do leste com grandes populações muçulmanas. (Foto: JihadWatch)

Um homem de 53 anos da Uganda oriental senta-se sozinho em um pequeno barraco, depois de perder sua família, sua casa e sua empresa, porque ele deixou o islamismo para seguir a Jesus.

O ex-Imã [líder islâmico], Kuluseni Iguru Tenywa foi expulso de sua casa pelos próprios familiares na noite de 27 de Junho, na vila Budhagali, no distrito de Jinja. Liderados por seu cunhado Isa Nsaja, de 45 anos, os parentes cercaram a casa do homem e o ameaçaram de morte.

“Por volta das 8h da manhã, eu ouvi as pessoas gritando do lado de fora da minha casa, que iriam me matar e, que não podiam suportar ‘ver a minha família se converter ao cristianismo”, disse Tenywa à agência internacional de notícias sobre perseguição religiosa, ‘Morning Star News’.

Tenywa acabou conseguindo escapar por uma porta traseira de sua casa.

“Eu tive que fugir naquela noite, deixando toda a minha família para trás”, disse o homem que é pai de quatro filhos, com idades entre 10 e 17 anos.

Tenywa disse que um espírito maligno o atormentou por muitos anos, até que ele visitou a igreja Elim, em sua vila, no dia 28 de maio.

“Eu fui atraído pelo poder de Jesus e o convidei para entrar em meu coração. Isto que quebrou a força do espírito maligno que estava me incomodando”, disse ele. “Lembro-me que minha visão ficou turva e eu me senti fraco. O pastor, revestido pela autoridade de Jesus, finalmente me libertou”.

Quando a história da conversão de Tenywa chegou ao conhecimento de sua família e de outros parentes, todos ficaram indignados e disseram-lhe para voltar ao islãmismo, porque era a religião de seu clã. Tenywa lhes disse que não podia negar o que Jesus tinha feito por ele.

“Desde então, todos eles – incluindo minha esposa, Fatiyah e as crianças – começaram a me discriminar, como se eu não existisse naquela casa”, disse ele. “Fatiyah começou a me provocar. Minha esposa até se recusou a me dar comida e começou a me chamar de ‘infiel”.

Tenywa continuou comungando na Igreja Elim, em Budhagali, enfurecendo ainda mais os seus parentes, que no dia 6 de junho danificaram sua plantação de pimenta vermelha e sua loja, além de o impedirem de cultivar em sua porção de terra. Ele registrou uma queixa junto ao Conselho local, mas a ação não surtiu efeito.

Agora, sem terra e sem seu comércio, Tenywa não tem trabalho, nem família. Muitos de seus parentes que se opunham à sua nova acabaram lançando feitiços sobre ele.

“Alguns membros da minha família ainda tentaram me enfeitiçar”, disse ele. “Mas Deus me protegeu”.

Cerca de 85% das pessoas em Uganda são cristãos e 11% são muçulmanas, com algumas áreas do leste com grandes populações muçulmanas.

A constituição do país e outras leis consagram a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a fé e se converter de uma fé para outra, mas os cristãos do leste de Uganda estão sofrendo ataques contínuos, vindos de figuras não-estatais.

 

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