Em 1994, haviam cerca de 100 mil cristãos no Irã. Neste momento, mais de 3 milhões de pessoas seguem a Jesus no país.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE CHARISMA NEWS

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(Foto: Reuters/Thomas Peter)

O Irã está entre os 10 países que mais perseguem cristãos no mundo, segundo um ranking desenvolvido pela organização Portas Abertas. Apesar da dura realidade para a igreja iraniana, muitos não-cristãos têm sido tocados pelo mover de Deus no país.

Raizal se converteu ao cristianismo no Irã, mas hoje vive com seu irmão, Reza, na Turquia. “Vivíamos em uma situação muito ruim lá”, disse ele ao site CBN News. “Eu não podia orar a Deus com todo meu coração, porque todos os problemas estavam lá. Se eu dissesse ‘Jesus Cristo’, eles poderiam me matar.”

Apesar da constante ameaça, esses cristãos guardaram sua fé. De acordo com Reza, há um grande avivamento acontecendo dentro no Irã.

“Neste momento, você pode ver os resultados do Espírito Santo. Em 1994, haviam cerca de 100 mil fiéis. Neste momento, existem mais de 3 milhões. Você pode ver o que o Espírito Santo está fazendo com as pessoas”, disse Raizal.

O iraniano conta que em seu país, muitos muçulmanos se voltaram para Jesus após terem sonhos e visões do Filho de Deus. “Há muito tempo eu tive um sonho e soube que Jesus esteve comigo, em toda a minha vida. Ele esteve me ajudando e eu não sabia quem Ele era. De repente, Jesus Cristo veio até mim e disse: ‘Vinde a mim’. Eu vim e Ele me aceitou”, relata Raizal.

Apesar de todas as dificuldades que os cristãos iranianos enfrentam em sua terra natal, eles exalam alegria. Quando alguém é batizado nas igrejas secretas, os membros comemoram o ato como se estivessem celebrando a vitória de seu time na Copa do Mundo. Por viverem sob perseguição, eles valorizam seus momentos com a igreja e possuem uma fé contagiante, segundo Raizal.

Em busca da liberdade

Diante do cenário de perseguição no Irã, muitos cristãos esperam alcançar o estatuto de refugiado, para um dia imigrar para outro país.

“É totalmente diferente do Irã”, disse Afshin, um iraniano que hoje vive na Turquia. “Aqui eu posso ter o privilégio de falar da Palavra de Deus para outros caras. Eu posso louvar ao Senhor livremente. Eu posso facilmente ir à igreja. É completamente diferente.”

Afshin frequentava a igreja liderada pelo pastor americano Saeed Abedini. No entanto, após sua prisão em 2012, a igreja foi dissolvida. “Como resultado, eu saí do Irã, porque cada dia foi se tornando mais arriscado para mim também”, explicou ele. “Tivemos que nos mudar porque eu tinha certeza que um dia eles iriam perceber que minha casa era uma igreja doméstica subterrânea.”

Enquanto a perseguição ainda existe na igreja iraniana, os cristãos do país pedem para que os fiéis no Ocidente se unam em oração.

“Orem pelo Irã e por todo o povo do Irã, para que eles encontrem a Deus e estejam familiarizados com Deus, com Jesus Cristo”, disse ele.

 

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