Nas igrejas da Europa, um número crescente de refugiados muçulmanos têm se convertido ao cristianismo e a quantidade de batismos está acompanhando este crescimento.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN TODAY

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Rev. Sally Smith batiza refugiado muçulmano que se converteu ao cristianismo. (Foto: The Guardian)

Um grupo de 16 muçulmanos convertidos ao evangelho foram batizados no sábado da semana passada, na igreja de São Marcos (Anglicana), na cidade de Stoke-on-Trent, em Staffordshire, Inglaterra.

Naquele dia, a igreja parecia diferente. Enquanto apenas os usuais membros costumavam ser vistos durante os cultos, naquele sábado, pessoas de diferentes nações, como iranianos, sírios, iraquianos, eritreus e até mesmo de Bangladesh estavam lá para declarar sua nova fé, de acordo com o The Guardian.

A reverenda Sally Smith, que dirige a igreja, decidiu abrir as portas da igreja para receber e apoiarrefugiados.

Nas igrejas da Europa, um número crescente de refugiados muçulmanos têm se convertido ao cristianismo e o número de batismos tem aumentado cada vez mais.

O relatório disse que, enquanto alguns membros da congregação local receberam bem a idéia, muitos deixaram suas igrejas, por se sentirem desconfortáveis ​​com os fiéis de outros países, que poderiam “estar se aproveitando da boa vontade da pastora Smith”.

A líder da igreja tem ajudado os requerentes de asilo com alimentação e vestuário – o que ajudou a levar três ou quatro deles se converterem ao cristianismo.

“Meu maior desafio tem sido com relação à atitude de algumas das pessoas dentro da igreja”, disse Smith. “Eu enfrentei muita oposição, críticas, atitudes negativas, que tentaram minar o trabalho que estamos fazendo”.

Smith disse que ela perdeu muitos membros de sua congregação por abrir as portas da igreja aos requerentes de asilo.

“Eles [antigos membros] não querem aborrecimentos e eles não querem que a igreja seja ‘desarrumada’. Eles vêem à igreja como se tivessem um papel muito definido e abrir as portas aos refugiados não é um deles”, disse ela.

A pastora acrescentou: “Eles esperavam que o papel de um vigário [líder anglicano] fosse o de cuidar das pessoas dentro da igreja e um dos insultos, muitas vezes dirigidos a mim é: ‘Ela se preocupa mais com as pessoas de fora da igreja que com os de dentro’. Bem, é isso que eu estou destinada a fazer e você também. Nós deveríamos estar fazendo isso juntos”.

Smith sabe que alguns refugiados só se ‘convertem’ ao cristianismo porque acreditam que isso vai ajudar em seu pedido de asilo.

Porém a igreja São Marcos recebe os refugiados com doações e alimentos. A pastora Smith ainda oferece sua casa para eles, se for necessário.

Na igreja, os refugiados recebem assistência médica, comida, abrigo, roupas e aprendem a aperfeiçoar o inglês.

Smith disse que em uma sociedade de visão mais global como a de hoje, as diferenças entre as denominações estão quebrando.

“Com o movimento de massas de todo o mundo, temos pessoas de fé que entram em sociedade secular e a fé realmente importa para elas. Elas não estão tão incomodadas, como nós pensamos, sobre como a fé se expressa”, disse ela .

 

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