MULHERES EM GAZA SOFREM MAIS ABUSO APÓS ASCENÇÃO DO HAMAS AO PODER
Um novo estudo do Centro Palestino de Informação e Mídia Feminino (Palestinian Women’s Information and Media Center - PWIMC) situado em Gaza revelou que as mulheres locais foram alvo de maior violência desde junho de 2007, quando o grupo terrorista Hamas tomou o controle da região. A pesquisa mostrou que 77% das mulheres de Gaza enfrentaram alguma forma de violência praticada por homens.
O estudo também revelou que quase dois terços das 350 mulheres questionadas eram responsáveis pelo sustento dos seus lares. Algumas – 31% das mulheres que participaram do estudo – eram mulheres casadas que se divorciaram nos últimos três anos, ou afirmaram que seus maridos estavam ameaçando divorciar-se porque suas esposas haviam perdido seu emprego.
Dos vários tipos de violência, 67% das questionadas relataram que haviam sido alvo de agressão verbal, 71% sofreram tortura psicológica e 52% experimentaram violência física. 25% disseram que, por causa disso, não se sentem seguras em seus próprios lares. Ativistas dos direitos da mulher afirmam que a Autoridade Palestina trata com indiferença a questão da violência doméstica. As leis que combatem a violência contra a mulher são displicentes. Um caso em questão é assunto dos assassinatos em favor da honra, no quais os parentes homens matam uma mulher por desonrar a família ou por vestir-se inadequadamente, ou por manter relações sociais com homens que não são seus maridos ou seus parentes. Algumas vezes o assassinato ocorre mediante a simples suspeita do “crime” cometido. “Quando os chamados crimes de honra ocorrem, os artigos das leis criminais ainda determinam sentenças suavizadas para os perpetradores,” afirma Huda Hamouda, diretora do PWIMC.