Falando em um encontro organizado no Reino Unido, pela Missão ‘Ajuda à Igreja que Sofre’, o jovem Sarmad Ozan, 20, contou a história de como sua família tinha sido forçado a fugir do Estado Islâmico, em Mosul.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN TODAY

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Família foge de vila no Iraque, temendo novos ataques do Estado Islâmico. (Foto: Reuters)

Um estudante cristão que foi forçado a fugir dos domínios do Estado Islâmico no Iraque, disse que “a fé é tudo que lhe resta e que o EI não pode lhe tirar”.

Falando em um encontro organizado no Reino Unido, pela Missão ‘Ajuda à Igreja que Sofre’, o jovem Sarmad Ozan, de 20 anos, contou a história de como sua família foi forçada a fugir dos domínios do Estado Islâmico, em Mosul (Iraque).

Ele está atualmente vivendo no Reino Unido e espera por um apelo, para ter seu novo pedido de asilo atendido, após seu primeiro requerimento ter sido rejeitado.

“O Estado Islâmico invadiu e tomou o poder sobre a nossa cidade, nossas igrejas, nossas casas. As mulheres de nossas vilas foram vendidas como escravas sexuais, como se fossem objetos”, disse ele à multidão de mais de 1.100 jovens presentes no evento.

Quando o Estado Islâmico invadiu Mosul, em Junho de 2014, Ozan disse que sua família inicialmente ficou na cidade, pois “não tinha lugar para ir”.

Mas eles foram finalmente forçados a sair da cidade, depois que militantes deram um ultimato de 24 horas aos cristãos: teriam que ser converter ao islamismo ou não poderiam mais ficar na cidade. Ele descreveu que no dia seguinte à ordem do grupo terrorista sua casa e as de outras famílias cristãs estavam marcadas com uma letra em árabe corresponte ao N do alfabeto ocidental, que fazia menção à palavra ‘Nazareno’.

“Deixamos de ter uma boa refeição saudável à mesa em nossa casa a cada noite, para ter de pedir comida todos os dias”, disse ele.

“A fé é tudo o que nos restou. O Estado Islâmico não roubou e nem poderia roubar a nossa fé”.

Sua família foi forçados a caminhar por milhas no calor escaldante, sem comida, nem água, em direção a Erbil, onde ficaram em uma igreja superlotada.

“Muitos foram obrigados a dormir do lado de fora”, disse ele.

Foi lá que Ozan descobriu que ele tinha sido aceito para cursar um mestrado em engenharia no Reino Unido.

Ele deixou sua família e se mudou para o Reino Unido, mas sua bolsa de estudos foi cancelada pelo governo iraquiano e agora ele está vivendo como refugiado no Reino Unido.

Ele não fala com sua família há mais de um ano.

“Eu sinto falta deles todos os dias. Sinto falta de tudo que lembra da minha antiga vida”, disse ele.

“Sinto-me seguro no Reino Unido. Eu não posso voltar, eu não tenho mais uma casa ou qualquer lugar no Iraque. Minha família estava em Erbil quando saí, mas eu perdi o contato com eles. Eles não têm o que comer”, disse ele ao jornal ‘The National’.

Segundo o organizador, Michael Robinson, o evento foi organizado para promover um despertar entre os jovens para a crise dos refugiados, que se agrava a cada dia.

“Não deve haver divisão ao longo de linhas políticas ou religiosas. É nossa responsabilidade, como seres humanos, combater a perseguição e ajudar os refugiados no Mediterrâneo”, disse.

 

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