Segundo o governo chinês, o decreto ajudará a “criar um ambiente seguro”, durante os dias cúpula do G20 no país. Porém há suspeitas de que a medida seja para reprimir o cristianismo.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POST

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Sob ordem do Partido Comunista, mais de 1.200 templos cristãos foram atacados e tiveram suas cruzes removidas na província de Zhejiang, que tem a maior população cristã no estado oficialmente ateu. (Foto: Reuters)

Autoridades chinesas proibiram que as igrejas da cidade de Hangzhou abram suas portas ou realizem qualquer tipo de programação religiosa durante a semana da Cúpula do G20, que irá acontecer em setembro deste ano (2016). A justificativa do Partido Comunista (governo atual da China) é que tal medida vá “criar um ambiente seguro” para quando os líderes mundiais chegarem à cidade.

Líderes globais estarão na capital da província de Zhejiang para uma reunião anual de dois dias, que será organizada pelo presidente chinês Xi Jinping. As autoridades decretaram um feriado de uma semana para os serviços para reduzir o congestionamento e facilitar a mobilidade do evento, mas os cultos religioso também foram proibidos.

O ‘Global Times’ – tabloide comandado pelo Partido Comunista – disse que reuniões religiosas em grande escala serão proibidas “para criar um ambiente seguro durante os dias da reunião”.

A Radio ‘Free Asia’ (com base nos Estados Unidos) informou que as igrejas não oficiais da cidade também tinham sido proibidas de realizarem suas reuniões.

“Eles estão obrigando também as igrejas domésticas a não se reunirem durante os dias próximos da cúpula do G20”, disse Zhang Mingxuan, presidente da igreja doméstica chinesa ‘Alliance’.

Mas há suspeitas que este movimento tenha mais a ver com a repressão do Partido Comunista contra as igrejas de Zhejiang que com a chegada dos líderes mundiais para o encontro do G20.

“Eu não posso entender por que eles fizeram isso … Adorar a Deus não tem nada a ver com a Cúpula do G20”, disse Li Guisheng, um advogado cristão de Direitos Humanos, que acrescentou que o decreto não tem base na lei chinesa.

Sob ordem do Partido Comunista, mais de 1.200 templos cristãos foram atacados e tiveram suas cruzes removidas na província de Zhejiang, que tem a maior população cristã no estado oficialmente ateu.

Muitos dos que tentaram impedir o cumprimento das ações do governo foram detidos. Um pastor bem conhecido, Gu Yuese, só foi liberado recentemente, depois de ter sido preso em janeiro, por criticar a campanha de remoção das cruzes.

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido reconhece que as igrejas domésticas da China têm enfrentado uma “pressão constante” do Partido Comunista, em um relatório oficial.

 

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