A imagem do pequeno Omran Daqneesh, de apenas cinco anos de idade, sujo com sangue e areia acabou se tornando um retrato da Guerra na Síria.

FONTE: GUIAME

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O pequeno Omran Daqneesh tornou-se um retrato da guerra que já matou centenas de milhares de civis na Síria. (Foto: The Syria Campaign)

A foto de um garoto sírio, sobrevivente de um bombardeio à cidade de Aleppo, chocou o mundo nos últimos dias. O pequeno Omran Daqneesh, de apenas cinco anos de idade e sua irmã, haviam sido resgatados e aguardavam em uma ambulância, quando imagens mostraram o garoto visivelmente atordoado e sujo de sangue com areia.

Com as guerras na Síria, mais de 250 mil pessoas já foram mortas e mais de 11 milhões de famílias foram deslocadas, passando a viver em campos de refugiados.

O vídeo e a foto têm gerado comentários indignados de centenas de milhares de usuários das mídias sociais e também tem levado pastores a chamar a atenção para a gravidade dos conflitos no Oriente Médio.

Em sua página oficial do Facebook, o pastor e deputado estadual Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB) se questionou sobre uma possível solução para estas guerras que matam tantos inocentes e lamentou pela situação crítica em que tantas crianças se encontram nesses países.

“Até quando vamos assistir tanta gente inocente sendo vítima das atrocidades de uma guerra? Muito pior é conviver com cenas como a desse menininho sírio, de apenas cinco anos, resgatado dos escombros depois de um bombardeio aéreo em Aleppo. E desse pouco tempo de vida que tem, ele ainda não sabe o que é estar num país sem guerra”, disse.

Bezerra Jr. também criticou a passividade do Brasil diante de fatos como esse e afirmou que uma atitude da diplomacia do país precisa ser cobrada.

“O que podemos fazer? Como reagir diante disso? A diplomacia brasileira tem se omitido em relação à Síria e precisa ser pressionada. O mesmo mundo que celebra as Olimpíadas aqui no Brasil se cala diante das atrocidades na Síria”, acrescentou.

“Como disse o Rev ML King, ‘a injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar”.

Comoção
O fotógrafo que registrou as imagens contou que não conteve as lágrimas diante daquela cena.

“As lágrimas começaram a cair quando eu tirei a foto. Não foi a primeira vez que chorei. Chorei muitas vezes enquanto filmava crianças traumatizadas. Eu sempre choro. Nós, fotógrafos de guerra, sempre choramos. Na noite passada todos choraram”, contou o fotógrafo Mahmoud Rislan em um relato publicado nesta sexta-feira (19) no Facebook pela ONG ‘The Syria Campaign’.
Doações
O pastor Bruno dos Santos (Igreja Apostólica Vida Nova) também comentou as imagens e afirmou que, além da atitude necessária de se colocar em oração pelas famílias e vítimas das guerras no Oriente Médio, as doações aos órgãos de ajuda humanitária também se fazem relevantes nesse momento crítico.

“Uma miniguerra mundial está acontecendo ali na Síria, e a violência tem se intensificado parecendo não ter um fim iminente. Diante dessa imagem a única coisa que penso que é o correto à fazer é orar, refletir e se pudermos, doar aos órgãos de ajuda humanitária para refugiados no Brasil”, afirmou.

Pastor Bruno também indicou um site confiável para que as pessoas possam fazer suas doações: acnur.org/portugues .

 

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