A rejeição de Dani Dayan como embaixador do Brasil gerou muitas críticas – sobretudo de pastores – ao então Governo Dilma. O novo cônsul deve assumir seu posto no dia 1° de agosto.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO WASHINGTON POST

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Dani Dayan toma posse no dia 1° de agosto como novo cônsul-geral de Israel em Nova York. (Foto: Change)

Durante anos, Dani Dayan representou o movimento dos colonos da Cisjordânia para o mundo exterior. Na próxima semana, ele vai se tornar a face de Israel para grande parte da América do Norte.

Dayan toma posse no dia 1° de agosto como novo cônsul-geral de Israel em Nova York (EUA), supervisionando a maior missão diplomática do seu país e servindo como seu representante na megalópole, que é considerada uma das capitais financeira e culturais do mundo.

Ele também será o responsável pela representação da maior comunidade judaica fora de Israel em um momento de divergências sobre a paz no Oriente Médio e do pluralismo judaico.

A nomeação de Dayan reflete a forte influência do movimento dos colonos no governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. É também considerada uma vitória pessoal para o novo consul, que anteriormente foi rejeitado pela então presidente Dilma Rousseff, como embaixador de Israel no Brasil em setembro de 2015 – aparentemente devido à oposição do Brasil a seus laços de colonos.

Ex-empresário de alta tecnologia bem apessoado e de fala mansa, Dayan minimizou o mal estar com o governo Dilma, dizendo que ele só aceitou a nomeação para o cargo no Brasil sob pressão de Netanyahu, enquanto o cargo de Nova York sempre foi sua primeira escolha.

“Eu quero estar na vanguarda da diplomacia de Israel e ela está Nova York”, disse Dayan à agência de notícias ‘Associated Press’.

Dayan será responsável por um território de cinco estados que é o lar de cerca de 40% da população judaico-americana, de 6,8 milhões. Somente Nova York e Nova Jersey já têm mais de 2,2 milhões de judeus.

Dayan vai encontrar comunidades que podem ter uma afinidade forte para Israel, mas também discordam fortemente com suas visões políticas – em particular a geração mais jovem.

“A maioria dos judeus são liberais, muitos são altamente liberais”, disse Steven M. Cohen, um especialista na comunidade judaico-americana Faculdade ‘Hebrew Union Institute’.

Peter Beinart, um comentarista liberal de destaque, acredita que Dayan será recebido pela liderança judaico-americana mais influente e judeus ortodoxos socialmente conservadores.

Mas “para os judeus progressistas, ele vai ser apenas mais uma razão para se sentirem alienados de um governo que já consideram moralmente estrangeiro”, disse Beinart.

Antes de ser afastada da presidência da República, Dilma chegou a rejeitar a nomeação de Dani Dayan como embaixador de Israel no Brasil. (Foto: Folha)
Rejeição
Logo após a notícia de que Dilma rejeitou a nomeação de Dayan como embaixador de Israel no Brasil, diversos líderes – não apenas judeus, mas também cristãos – criticaram a então presidente da República.

Entre os que fizeram duras críticas ao governo brasileiro da época, esteve o pastor gaúcho Joel Engel, que alertou sobre as consequências graves desse posicionamento adotado por Dilma Rousseff.

“Eu quero dizer para a Dilma: assim como você rejeitou o embaixador de Israel, o Senhor Deus está te rejeitando agora e tirando de ti o poder que te foi dado, porque benditos aqueles que abençoarem Israel e malditos aqueles que amaldiçoarem Israel”, disse o pastor.

 

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