A angustiante experiência testou a fé de Helen Hayes que, na época, tinha 17 anos. Hoje, ela afirma que esteve naquele voo por um propósito: interceder pelas vítimas.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE CBN NEWS

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No dia 19 de julho de 1989, o voo 232 da United Airlines nunca conseguiu chegar a seu destino. (Foto: Bettmann/Corbis)

No dia 19 de julho de 1989, a jovem Helen Young Hayes embarcou no voo 232 da United Airlines em Denver, no Colorado, com destino a Chicago, em Illinois (EUA). No entanto, o voo nunca conseguiu chegar a seu destino. Após o motor do avião sofrer uma falha catastrófica, a aeronave caiu em Sioux City, no estado de Iowa.

Em meio a tragédia, Hayes sobreviveu, e está compartilhando seu milagre publicamente. “Me lembro de cada minuto, como se fosse na semana passada”, disse ela ao site CBN News.

A angustiante experiência testou sua fé enquanto realizava seu trajeto. “Assim que eu soube que havia algo errado, o capitão informou: ‘Senhoras e senhores, não iremos mais pousar em Chicago. Sofremos danos na cauda do nosso avião. Tentaremos um pouso de emergência em Sioux City, em Iowa, dentro de 35 minutos e vou ser realista — vai ser difícil”, lembra.

“O avião estava carenando. Olhei para cima me vi cercada de chamas. Naquele momento, pela primeira vez, eu fiquei com medo”, continuou. “Eu pensei: ‘Meu Deus, não me deixe ser queimada’. As chamas passaram e, de repente, estávamos dando cambalhotas, até tudo parar. Tudo o que eu ouvia era o som do crepitar das chamas”.

Hayes foi uma das 185 pessoas que sobreviveram ao acidente. Acima de tudo, ela sabe que estava naquele voo por uma razão. “Eu estava no avião porque, mesmo sem saber, as mãos do piloto precisavam de orientação e uma oração foi colocada em mim. Eu apenas orei”, disse ela.

A sobrevivente relatou à CBN News como sua oração foi conduzida. “A primeira coisa que me veio em mente foram as mãos dos pilotos. Eu fechei meus olhos e apenas orei pelos pilotos, pedindo ao Senhor para dar a eles sabedoria e mostrar o que fazer. Eu acredito que a minha oração foi atendida naquele dia.”

“Pela primeira vez na história da aviação, um avião que não era dirigível — não tinha elevadores, nem pausas e trem de pouso — e estava completamente instável foi trazido para a pista. Enquanto esperavam que ninguém iria sobreviver, 185 pessoas sobreviveram”, conta. “Eu sei que é por isso que eu estava no avião”.

Em vez de acumular traumas pelo que aconteceu, Hayes acumulou milhas: desde o acidente, já são mais de um milhão de milhas aéreas. “Eu olhei a morte nos olhos e me sentei na borda da eternidade. Eu acredito que não temos que temer a morte, porque eu sei que esta vida só vai inaugurar a próxima vida… A vida real”.

 

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