Se não houver a intervenção do governo, é provável que a pressão contra os cristãos aumente ainda mais, já que eles são o principal alvo do Estado Islâmico

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Desde a antiguidade, a região é muito disputada por sua riqueza em petróleo, mas dessa vez os ataques envolvem militantes de grupos filiados ao Estado Islâmico (EI). No ano passado, cerca de 30 famílias cristãs que moravam no norte do Sinai, tiveram que deixar suas casas, conforme mostra a matéria Famílias cristãs fogem após receber ameaças de extremistas no norte do Sinai, divulgada na época. Há algumas semanas, quatro homens armados e mascarados invadiram novamente uma casa na mesma região e mataram dois policiais. Acredita-se que os atiradores façam parte de grupos extremistas.

Se a violência persistir e a ação desses grupos não for impedida pelas autoridades egípcias, é provável que a pressão contra os cristãos aumente ainda mais, já que eles são o principal alvo do EI, o que pode também banir a igreja daquele lugar.

O Sinai é uma península montanhosa do Egito, que fica entre os montes de Suez e Aqaba, um lugar estratégico que une os continentes africano e asiático e que também separa dois mares, o Meditarrêneo e o Mar Vermelho. É também uma região repleta de poços subterrâneos, conhecida como a “terra do petróleo”. Segundo a Bíblia, foi exatamente onde Moisés recebeu a tábua com os 10 mandamentos. Em 1967, o Sinai foi ocupado pelo exército de Israel, durante a Guerra dos Seis Dias contra os egípcios, mas foi retomada em poucos dias na Guerra de Yom Kippur.

Fonte: PortasAbertas

 

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